O segredo imobiliário que construiu o império McDonald’s

No [post anterior], eu indiquei o filme “Fome de Poder”. Mas hoje, vamos abrir a “caixa preta” da estratégia que transformou uma lanchonete de bairro na maior potência imobiliária do mundo.
Se você acompanhou a história, deve ter notado o momento exato em que a chave vira. Para quem quer o DNA do Bilhão, a lição é clara: o segredo nunca esteve no hambúrguer.

Quem foi Ray Kroc

Em 1954, intrigado pelo volume de pedidos que recebera de uma lanchonete em San Bernardino, no estado da Califórnia, Ray resolveu visitá-la. O restaurante, onde os irmãos Maurice e Richard McDonald serviam refeições rápidas, vivia lotado. No mesmo dia em que viu o lugar, Kroc começou a imaginar uma cadeia de lanchonetes identificada por arcos dourados. 

Logo percebeu que os irmãos McDonald estavam insatisfeitos. Tiravam pouco dinheiro do negócio e tinham obtido resultados pífios em duas experiências com franquias. De tanto insistir, Kroc conseguiu um acordo. Venderia franquias da marca a US$ 950 cada. Ficaria com 1,4% dos resultados e 0,5% iria para a conta dos irmãos.

A história de Ray Kroc divide opiniões: para alguns, um visionário implacável; para outros, um estrategista que não mediu esforços para dominar o mercado. O fato é que ele não apenas vendeu sanduíches, ele construiu um ecossistema onde o controle de qualidade e a gestão imobiliária eram as verdadeiras engrenagens da riqueza.

Ao forçar os irmãos McDonald a saírem do próprio negócio, Kroc provou que, no mundo dos grandes negócios, ter a ideia é importante, mas ser dono do sistema e do terreno é o que separa os amadores dos bilionários.

Hoje, com um faturamento que beira os US$ 40 bilhões, o McDonald’s continua seguindo à risca o mantra deixado por seu maior impulsionador:

“Cuide do cliente e o negócio cuidará de si mesmo.”

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